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Chupeta: É Do Bem Ou Do Mal?

As opiniões são as mais diversas, tanto de médicos, dentistas, fonoaudiólogos, como dos psicólogos. Realmente são muitos os profissionais envolvidos, pois o uso pode comprometer a alimentação, deglutição, posição da língua, fala, dentição e causar regressão emocional.

Ao nascer, o contato do bebê com o mundo ocorre através da região oral, e todas as suas experiências são realizadas desta forma. Para bebês nascidos à termo, a chupeta não é necessária, mas pode ser útil para aqueles que precisam fortalecer a musculatura oro-facial, auxiliando no processo de sucção e, posteriormente de mastigação. Mas sempre, deve-se evitar a introdução da chupeta nos primeiros dias, pois poderá interferir na amamentação. Durante os primeiros meses de vida, pode-se dizer que a chupeta é uma grande aliada dos pais, pois acalma o bebê, ajuda a adormecer, e reduz o choro. O cuidado que se deve ter é para que a chupeta não substitua o carinho, tão necessário, e também, que não esconda uma dor, um incômodo ou uma necessidade do bebê.

A partir de um ano, muitos especialistas sugerem que seja retirada, sendo que muitos indicam os seis meses como o momento ideal. Mas a retirada da chupeta até os dois anos, no máximo, é um critério quase unânime. A partir deste ponto, vários estragos já estão acontecendo e se tornarão cada vez mais evidentes. Muitas vezes, a manutenção deste hábito é um conforto para os pais, e não necessariamente para a criança.

“Se ela chora, eu dou a chupeta e ela para imediatamente” - que tal dar colo, conversar e brincar com ela, invés de dar a chupeta? Ela vai preferir, com certeza.

“Quando a coloco para dormir, se dou a chupeta, o travesseirinho, o paninho, a boneca e o ursinho, ela fica quietinha e dorme sossegada.” - ela iria amar uma historinha, uma conversa ou uma boa música e, sem dúvida se sentiria muito mais segura.

“No Supermercado, quando pede bala, brinquedos ou qualquer outra coisa que não quero dar, e se joga no chão, eu digo que se parar de gritar eu dou a chupeta, senão vou jogar fora, e ela para”- mentira, chantagem não ensinam ninguém, mas se este argumento for utilizado, certamente, na próxima vez o “show”vai ser maior, porque ela já sabe que você não iria jogar a chupeta, e que se ela gritar mais ainda arrisca ganhar o que deseja.

Resumindo, a chupeta, nestas condições é DO MAL. E, no momento em que a criança já tem compreensão das situações, podemos conversar e explicar as causa e conseqüências para ela, sem este artifício.

Chegou a hora de tirar a chupeta, então, e daí? Bem, como este objeto de transição representa segurança e conforto, sugerimos que seja feita uma troca legal, após alguns dias de conversa com a criança. Explicar que ela não precisa mais da chupeta, que vai entortar seus dentes, que isto é para bebezinhos e que ela já é grande para usar, são alguns dos bons e compreensíveis motivos. Então, reduziremos seu uso exclusivamente para a hora de dormir, por uma semana. A partir deste momento, combinamos que, como ela gosta tanto de dormir com a chupeta, vamos a loja de brinquedos e ela poderá escolher um ursinho, ou outro objeto, para acompanha-la na hora de dormir. E, feita a troca, ADEUS CHUPETA! Claro, ela pode sentir falta, chorar uma, duas ou três noites, mas com seu carinho e persistência, ela poderá dormir tranqüila e feliz, buscando em você a segurança que precisar.

BOA SORTE!!!!

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