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Filho Único Sim, E Daí?

Você só tem um filho? E quando virá o próximo? NÃO? COMO? Parece um crime. Aquela criança está destinada a ser filha única para sempre. Será tão ruim assim? Ela tem que ser chata e mimada, só porque é filha única?

Atualmente, por motivos diversos, algumas famílias decidem ter apenas um filho, mesmo com toda a cobrança da sociedade. E, para esta família, esta decisão é coerente e sensata.

Então, como ter equilíbrio e criar uma criança sem os irmãos para dividir o papai e mamãe, os brinquedos e todo o universo?

Primeiramente, é necessário lembrar que uma família saudável é aquela que consegue estabelecer papéis, definir espaços para as pessoas e para cada relacionamento. Se, uma família composta por três elementos puder manter esta premissa, a criança, mesmo sem ter irmãos, terá que dividir o tempo e o espaço de sua vida com o pai, com a mãe e com o casal. O tempo da mamãe, quando está em casa, não é só dela, é também do papai, do telefone, da TV, da visita, e, mesmo, só da mamãe. Com o papai é da mesma forma, pois ele tem seu tempo para o filho e, também para si e para outras pessoas. Em relação ao espaço funciona da mesma maneira, ou seja, a TV é de todos, então os programas não são determinados exclusivamente pela criança.

Para favorecer o desenvolvimento sócio-emocional da criança, os pais podem convidar, desde cedo, outra criança para brincar, participar de festas de aniversário, reuniões com amigos que também tenham filhos da mesma faixa etária, proporcionando situações para a criança aprender a dividir os brinquedos e a atenção dos adultos.

Deixa-la às vezes com a vovó ou outra pessoa de confiança, para que os pais possam ir ao cinema, ir jantar, viajar, são momentos importantes (digo, fundamentais), para a vida do casal e, para a criança desenvolver outros vínculos significativos e de confiança.

Não é regra: filhos únicos podem ser felizes, educados e independentes.

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