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Minha Casa Virou Um Parquinho!!!!

Na fase do desenvolvimento que citamos em nosso último e-mail, chamada SENSÓRIO-MOTORA, vimos que é importante que a criança experimente, vivencie, enfim, atue sobre o meio em que vive para aprender e desenvolver-se.

Algumas perguntas, entretanto, ficam no ar, como:

  • - Para evitar acidentes, devo evitar que se exponha?
  • - Seria mais adequado e seguro, retirar todos os enfeites da sala?
  • - Devo esterilizar todos os objetos da casa, já que tudo vai à boca?
  • - Na hora da alimentação é melhor deixar uma caixa de brinquedos para ela jogar, pois sei que vai jogar tudo no chão?

Brincadeirinha, claro que exageramos nos exemplos, mas convém lembrar que, muitas vezes, no intuito de acertar, os pais também exageram um pouquinho. Quantas casas que tem crianças pequenas que já visitamos, e que a sala de “visitas” parece cena de filme, em que o exército inimigo passou e levou tudo? Os pais, algumas vezes no intuito de não se incomodar, outras, acreditando que é melhor deixar todo espaço do mundo para seu filhinho, retiram todos os enfeites da sala. O que acontece, então? A criança pode subir na mesa, colocar seus brinquedos e depois joga-los no chão, enfim, brincar livremente. Pobre da casa da vovó, da madrinha e da amiga da mamãe. Pobre da criança, que nem sabe porque é taxada de chata, mau-educada e muitas vezes hiperativa, pois na casa dos outros, repete suas inocentes brincadeiras, só que joga no chão o cristal da titia...Claro, ela não aprendeu, onde e como deveria, o que pode ou não fazer, e para sua infelicidade, vai aprender na casa “dos outros”. Concluindo este tópico, devemos lembrar que nossa casa é nosso “porto-seguro”, é onde acertamos e erramos, aprendemos junto às pessoas que amamos. Então, vamos deixar os enfeites na sala e ensinar nossas crianças a brincar com os seus brinquedos e nos locais adequados.

Fizemos uma longa viagem por esta história, mas queremos usa-la como ilustração, pois se generalizarmos esta situação, estaremos poupando nossas crianças de experiências desagradáveis na Escola, com os amigos, enfim, na vida. Ao educar os filhos no ambiente seguro do lar, os pais estarão favorecendo um melhor convívio de seus filhos em todas as outras situações. Quanto às outras questões levantadas acima, o que vale é sempre o bom senso, pois de nada adianta criar os filhos em uma redoma de vidro, se o mundo lá fora existe (e como existe!), mas é nosso dever protege-lo dos perigos domésticos, ao mesmo tempo em que ensinamos quais são eles. Lembre-se que, mesmo que na sua casa existam redes de proteção em todas as janelas, na casa da vovó não tem, portanto de nada adiantam as redes, se com elas não vierem instruções quanto ao perigo de altura.

Em educação de crianças não existem regras rígidas, que garantam um resultado perfeito, mas existem mecanismos que favorecem o desenvolvimento de pessoas autônomas, críticas, com capacidade para ser feliz e fazer feliz quem estiver ao seu redor.

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