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Pais Legais Ou Permissivos?

Afinal, qual a diferença? Um pai/mãe legal é aquele que deixa a criança fazer tudo que deseja, que deixa dormir na hora que quiser , comer o que quiser e quando quiser, brincar com o celular e com o controle da TV? Não, mas isso todos nós sabemos. O difícil é definir em pequenos detalhes do dia-a-dia, e são justamente estes que farão a diferença entre a criança educada, segura e feliz, e aquela outra, com comportamento de birra, de manha e insegura.

Os pais permissivos são, na realidade os mais inseguros de si próprios, e aqueles que tem medo de perder o amor de seus filhos. “Quando deixo de dizer não, muitas vezes o faço porque fiquei o dia todo longe, e que tipo de pai sou eu, se só apareço para brigar?” É este tipo de sentimento de culpa que, muitas vezes impede os pais de assumir uma posição mais firme, quando necessário. As crianças são muito mais espertas do que pensamos, e diria, até mais espertas que nós mesmos. Elas aprendem rapidamente a lidar com este sentimento dos pais, e claro, é nesse momento que irão solicitar uma bala antes do jantar, recusar-se a tomar banho,etc.

“Eu, quando era criança, não podia ter os brinquedos que desejava, porque meus pais não podiam me dar, então não recuso nada que meu filho pede.”. Este tipo de sentimento faz com que a criança não aprenda a lidar com frustrações, não tenha energia para conquistar o que deseja, e não aceite não como resposta. Seria tudo simples, caso ela não crescesse, mas ela vai crescer, e o brinquedo desejado será uma Ferrari, e coitado do guarda que ousar dizer que naquele local é proibido estacionar. Mas talvez pior do que isso, é pensar como ela vai conquistar tudo que deseja, e sempre teve, se não tiver garra, energia e força de vontade para lutar pela sua vida e seus objetivos.

Ser permissivo não é demonstração de amor, mas sim de insegurança.
Ser permissivo não educa, apesar de momentaneamente ser mais fácil.
Ser permissivo é mais cômodo, menos estressante, e parece até mais carinhoso.
Amar é educar, colocar limite, dizer não quando necessário. Dar colo, carinho, atenção, dedicação, ser presente. Participar dos momentos bons, alegres, mas também “dar conta” do choro, da raiva, e até da tristeza que às vezes a criança sente, mas que sabemos, são sentimentos necessários para a sua formação, para que sinta-se segura e feliz, auto-confiante porque aprende a amar, sabendo que é amada.

Estes pais que amam e educam são e serão sempre os pais legais que toda criança, adolescente ou adulto desejaria ter.

MARIA HELENA JANSEN DE MELLO KEINERT
PSICÓLOGA-CRP 08/1252

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