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QUAL A IDADE CERTA PARA...

Então, existe uma idade certa para cada aprendizagem? Como os pais podem saber se o desenvolvimento de seu filho está de acordo com o esperado para a idade? E quais manifestações são importantes como indicadoras de problemas, atrasos ou dificuldades?

Vamos fazer um pequeno passeio, dirigindo nossa atenção para alguns aspectos importantes:

Observe se o sono de seu filho é tranquilo e, se ele dorme a quantidade de horas necessária para sua idade, considerando é claro as diferenças individuais. É muito difícil para adormecer? Acorda muitas vezes durante a noite? Troca o dia pela noite? Modificou algum comportamento em relação ao sono? Muito bem, vamos acompanhar e procurar adequar seu sono para que tenha noites mais tranquilas. Se a criança dormir muito pouco, se demonstrar alta irritabilidade para adormecer, necessitar que o adulto permaneça junto durante todo o período de sono, enfim, apresentar um sono muito irregular. Antes de tudo, lembre-se que crianças adoram a cama dos pais, sabem direitinho o que fazer para receber a atenção que desejam (e muitas vezes conseguem), portanto, é fundamental que os adultos sigam uma rotina adequada, reduzam as atividades mais agitadas e excitantes próximo ao horário de dormir, mantenham a criança no seu próprio quarto e sejam firmes ao determinar as regras da casa. O pediatra deverá ser consultado e, se necessário, poderá indicar um neuropediatra para também avaliar e acompanhar a evolução da criança, caso os pais estejam seguros de que estão mantendo tudo como deveria ser e, mesmo assim, a criança não consegue superar as dificuldades em relação ao sono.

Na alimentação, de acordo com as orientações do pediatra, ao introduzir alimentos novos, como é a aceitação? Sua alimentação é muito restrita? A criança é muito seletiva? Procure orientações com o pediatra, a Escola ou ainda uma nutricionista. Lembre-se da importância de uma alimentação balanceada e saudável. É muito importante ampliar as possibilidades da criança, oferecendo alimentos variados, não oferecer substituição caso não queira o alimento oferecido, como também, não permitir que coma fora do horário. Manter a mamadeira somente nos horários em que deve tomar leite, não oferecendo como substituta das refeições, e também saber o momento de dar “tchau” para este adorado objeto (lembre-se da chupeta também). Perceba a importância de adequar a consistência do alimento em cada fase, preparando a criança para a mastigação correta.

O desenvolvimento motor (sentar, engatinhar, andar, correr, segurar objetos, lançar bola, realizar encaixes, etc) vai se manifestando durante os primeiros anos de vida, e é através do movimento que a criança entrará em contato com o mundo, portanto se perceber dificuldades no desenvolvimento destas habilidades procure ajuda, se informe, busque orientações adequadas. Existe o momento esperado para cada conquista, com variações individuais, mas devemos observar, discutir com o pediatra e/ou com outros profissionais se algum destes comportamentos não aparecer dentro deste período.

Seu filho demonstra interesse pelas pessoas? Olha nos olhos? Aceita e/ou manifesta carinho? O bebê sente prazer ao ver/ouvir sua mãe, seu pai, manifestando alegria, esticando os braços pedindo colo, além de gostar de aconchegar-se quando está junto de seus pais. Ao crescer um pouco, entre um e dois anos, gosta de aproximar-se de outras crianças e de adultos de seu convívio? As crianças gostam, via de regra, de interagir com outras crianças, inicialmente observando, imitando o comportamento e as brincadeiras, e depois, a partir dos três anos buscando um relacionamento interpessoal mais rico, com trocas sociais. Esta relação vai-se ampliando, passando por diversos estágios, mas sempre mantendo a socialização como uma importante função do ser humano.

O bebê emite sons desde muito cedo, mas mesmo antes de falar, comunica-se com o outro através de gestos, de seu corpo, de expressões faciais. Antes da linguagem verbal aparecer comunica-se através do choro, do olhar, apontando o que deseja. Quando isto não ocorre é importante avaliar se a criança ouve bem. Será que apresenta alguma dificuldade na linguagem expressiva e/ou na linguagem compreensiva? Muitas vezes os adultos fazem tanto pela criança que ela nem precisa falar para pedir o que deseja, enquanto que em outras situações observamos adultos tão concentrados em suas vidas que não tem muito tempo ou paciência para brincar e estimular a criança. A Escola é sempre um ambiente muito rico, tanto para as interações sociais como para o estimulo ao desenvolvimento. É muito mais estimulante brincar com crianças, conversar com crianças, interagir com crianças. Observe atentamente se o seu filho não olhar em seus olhos, não apontar o que deseja, não procurar comunicar-se de alguma forma. O pediatra poderá ser consultado e, muitas vezes indicar uma fonoaudióloga para avaliar e orientar os pais.

É importante observar comportamentos diferentes dos usuais, como: não brincar com os brinquedos, demonstrar interesses muito restritos, incomodar-se mais do que o esperado com sons corriqueiros, não apresentar noção de perigo ou acentuar medos não reais, realizar movimentos repetitivos com o corpo ou parte dele. Verificar se a criança apresenta comportamentos de isolamento, falta de contato e interesse pelas pessoas, irritabilidade, choro ou gritos sem motivo aparente.

A criança é muito agitada ou passiva demais? Apresenta dificuldade em se concentrar? Perde seus brinquedos com muita frequência? Demonstra dificuldade em lidar com frustrações? Seu comportamento é opositor em casa? Na Escola? Apresenta chora sem motivo aparente? E comportamento de birra? Enfim, questões comportamentais são extremamente importantes, pois podem ser sintomas que necessitam maior investigação.

Existem outras características que precisam ser cuidadosamente analisadas, como as capacidades visual e auditiva, alem é claro de sintomas físicos.

Estes são alguns dos aspectos a serem observados durante o desenvolvimento infantil, principalmente durante os cinco primeiros anos de vida da criança. É nesta etapa que podemos perceber se algo não está bem ou de acordo com o esperado, concentrando nossos esforços na avaliação detalhada e criteriosa com o objetivo de possibilitar um desenvolvimento mais saudável ou, ainda, detectar atrasos e/ou problemas, e buscar o correto encaminhamento para minimizar as dificuldades da criança.

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