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Não!!!!!

Dizer NÃO é tão difícil! Por que será que esta palavrinha tão pequenininha é tão doída? O que acontece que às vezes, mesmo que pareça necessário, não conseguimos dize-la?

Mais ainda, quando a criança faz “aquela carinha”? Parece que todos os adultos pensam assim: “Não quero que meu filho sofra. Toda vez que eu digo NÃO para ele, ele sofre, então, não vou dizer NÃO”. Já foram realizadas até pesquisas que diziam quantas vezes uma criança escuta NÃO por dia. É alarmante mesmo. Mas, como tudo no psicologismo, virou moda, às vezes até regra.

Para que a criança aprenda a diferenciar o certo do errado, para que desenvolva noções de realidade e, até, para que não se exponha a perigo, os adultos devem voltar a dizer NÃO!

Como é gostoso ir a uma festa de aniversário de crianças e ver que encontramos crianças educadas, que dizem POR FAVOR, DESCULPE, OBRIGADA. Mas sempre vemos outras que não aprenderam as “palavrinhas mágicas”, e que não obedecem às regras básicas sociais e de educação. E, no Shopping? Encontramos algumas com um “arzinho” triste porque não ganharam naquele momento o brinquedo que escolheram, e outras, gritando pelos corredores.

Agora, o pior é ouvir, sem querer, a tia dizendo: “Tomara que ele não vá junto no jantar, senão acabou nosso sossego”.

Bem, em primeiro lugar, a escolha é nossa: dos adultos. Optamos em educar, o que implica dizer NÃO, ou optamos em não deixar a criança chorar e sofrer, daí... Claro, devemos lembrar que nossa opção trará conseqüências para toda a vida da criança, não somente para aquele momento, mas também para sua adolescência e para a vida adulta.

Quantos adultos nós conhecemos, que podemos “jurar” que nunca ouviram um NÃO?

Ponderar, sempre. Se for possível dizer: “Por favor, sente-se”, não é necessário dizer: ‘Não fique em pé”. É preferível dizer: Você pode tomar sorvete depois do almoço”, a dizer: “Você não vai tomar sorvete agora”.

Mas, se a criança resolver brincar com as facas da cozinha, então é hora de dizer: “Você não pode brincar com facas”.

Ou seja, dizer NÃO é necessário, só não devemos tolher a possibilidade da criança de ouvir, debater e criticar, pois desta forma, estaremos protegendo, cuidando e educando, não simplesmente, deixando-a crescer.

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